A mimana é a Clara do Tiago. E ele o minimano dela.

“Ohhh, mi mana”, e faz aquele beicinho repenicado para lhe dar um beijo em qualquer parte do corpo onde consiga chegar em bicos de pés. Hoje consegue dar no braço mas não tarda em chegar-lhe às bochechas sem ela ter de se baixar.

Se não houvesse a mana não haveria mano (porque são dois!) e por isso ele trata-a como um brinquedo daqueles que não se emprestam a ninguém… tirando as vezes em que ela decide que o jogo que lhe deu há segundos afinal era emprestado.

E aí não há mimana que aguente.

Correm pela casa em jeito de “corrida de obstáculos (o chão cheio deles…) em pé coxinho e de todas as formas que der” e fogem da monotonia.  Ela faz os castelos com os blocos de madeira, ele desfaz os castelos à maneira. Ela brinca ao faz-de-conta “bebé, que queres comer?” e ele põe-lhe o termómetro a ferver. Ele quer ser aviador de todos os utensílios de cozinha, ela fá-lo aterrar com o “mano, essa brincadeira já era minha!”. Ele chora porque foi dia de esticar o bracinho de tamanho S, ela beija-o nesse dia e sempre, sempre que lhe apetece. Ele afaga-lhe a cabeça e diz-lhe “miminho!” para num segundo lhe puxar o cabelo, ela enjeita-lhe a mão em cima e miminho nem vê-lo. Mas ela diz-lhe “está tudo bem!” e “já passou!” sempre que o minimano chora, vomita, cai ou diz um ai!

E do ais! do Tigas percebe ela.

“ai ai ai meu querido mano/

ai ai ai meu querido mano/

se não ficares bem agora/

ficas prò ano.”

Partilham o quarto e as fantasias.

Gostam de ir prà cama de óculos de sol para não terem sonhos escuros e a luz do candeeiro só vai dormir depois de cada um dar quatro saltos, uma pirueta e mais seis ou sete acrobacias. A dupla mimana e minimano lá cai nas nuvens e o silêncio da casa quer festa.

Bons sonhos e até amanhã.

2 thoughts on “MiMana”

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