Andávamos a “ameaçar” há algum tempo e coincidiu com o Dia da Terra.

Foi hoje que decidimos ir os quatro pelo monte do Picoto acima com um objectivo: plantar uma árvore. Mero pretexto, mas um bom pretexto, que o caminho vale sempre mais que a chegada.

Furtamo-nos ao previsível e ao mesmismo: uma família a menos onde não interessa estar e ser, uma família a mais a entrelaçar-se com as árvores, outros sons, outros cheiros, cores e vistas.

Cheira a domingo e a Verão, os ponteiros ficam-se pelo relógio e nós lá vamos.

Só um esforço e mais um bocadinho, ao colo, ou não, há que ultrapassar os obstáculos para fazer diferente.

A Natureza cura, dizem. O contacto com ela é lúdico e pedagógico, mas parece que precisa de ensinar mais os educadores que os pequenotes.

Formiguinhas, borboletas, lagartixas, pássaros, flores amarelas, brancas, lilazes, laranjas e azuis (não tantas quanto desejável…) e árvores (ainda poucas e de poucas variedades…) foram os nossos companheiros neste percurso até mais junto de nós.

A partir de hoje, o Picoto conta com mais uma semente e a mãe maior com mais um filhote.

Como o Tiago não quis dar um nome, foi a Clara quem o escolheu. O nosso primeiro quercus suber a quatro chama-se “Cadela”.

Vamos vê-lo crescer.

6 thoughts on “A Mãe Maior”

  1. Adorei o texto. As fotos estão lindíssimas!
    A Clarinha é uma menina com muita imaginação 🙂
    Que essa cadelinha (árvore ) floresça e tenha muitos rebentos 🙂

  2. ” Cadela “? Nem eu arranjaria melhor!!!!…….bom, a próxima, deixo aqui uma dica….que tal…” Laika “? Bjiiiiiiiiiiiiiiiiiiiinhossss

  3. Confesso que ao ler estes post’s que vão escrevendo eu consigo rir! Sou prima do João, o avô do Tigas e da Clarinha. Que tenham sempre a coragem de escrever sobre a doença do vosso filho deste forma tão ligeira que nos faz parecer que a coisa até é fácil de levar para a frente! Muita força 😊😘

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