O minimalismo do Tigas virou moda. Ter dois anos e entrar em roupa de um, não é para todos. Ele esforça-se, estuda muito o assunto, prefere ficar a ler revistas de grandes minimalistas do que ir prà mesa ganhar barriga. Ser pequeno e pensar em grande dá trabalho e ri-se com os lábios em esquina quando vê a mana a entrar em roupa de quatro anos. Dá-lhe aulas de como ser um pequenino gigante, mostra-lhe a tatuagem  “less is MORE” que tem no bíceps à conta de tanto travar a entrada da colher na boca com o braço e conta-lhe de pé – e ela sentada – o percurso árduo que teve de fazer até alcançar o tal ministyle. 

Apregoa ser um mini-ANI-mal e o seu grito de guerra é “tamanhos grandes…esses…como-os ao pequeno-almoço!” E os papás, que nem a dupla Tarzan e Jane (sem a parte da tanga!), a saltar de selva em selva para encontrar um Mogli qualquer que nos ajude a tirar o uivo ao pequeno. Gosta de ser mini para entrar em todas as emoções estreitas e fazer zig-zag é coisa que lhe atrai. Zorrar os maximalistas é desporto. Números grandes?, nada disso! Com ele, só até ao onze (11 kg minimais!) e quem lhe mostrar que já houve alguém que descobriu números grandes que até lhe assentavam bem, resolve o assunto com contas de subtrair.

Diz ser parceiro activo da economia familiar e que na poupança está o ganho. Gosta de ter a gaveta das roupas a apanhar ar e íamos jurar que lá vimos umas quantas flores do deserto de Atacama.  À mesa, dá música à comida porque ouviu dizer que a musicoterapia acalma papás MAXImalistas. Na linguagem, aguarda um novo filme mudo no cinema que o ensine a dizer tudo por menos. Até lá, alimenta-se de poucas palavras porque para bom entendedor, pequenas palavras chegam… e sobram para o dia seguinte.

Mas ser miniMal também é caber nos mais pequenos abraços de afecto. Desconfiamos que caberia no abraço duma formiga, mas para grande já lhe basta o coração.

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