A nossa mãe é vergonhosamente engraçada quando chora. Ri-se como uma perdida em lugar conhecido quando nos vê e amassa-nos a chicha com jeitinho de pasteleira de rolo da massa na mão. Conta-nos estórias do dia-a-dia e íamos jurar que já a vimos chegar do trabalho de charrete como as princesas. Põe pós de perlim pim pim na comida e pim! quando não queremos comer. Varre-nos de risota e cruza os braços com a boca em esquina quando o riso não faz parte do prato do dia. Leva-nos para longe dentro de casa e quando vamos passear, ai dos meninos se não saltarem até ter a língua comprida de fora. É perita em amor partilhado e não gosta de corações aos pedacinhos. É ligeira quando corre atrás de nós mas na verdade caminha em sapatinhos de Cinderela quando nos afaga a roupa ao deitar.

E mamã, tira essa cara de sono e anda passear porque ao sol, és uma flor.

Felizes são todos os dias.

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