Querida creatinina, hoje escrevo-te porque a minha cabeça tem-te em todo o lado. Sei onde moras mas prefiro escrever-te porque pelas palavras, as emoções não andam a cavalo. São suaves, como eu gosto.

Escrevo-te porque te sinto demasiado e quando tudo é demais, o coração não respira. Sinto-te como mãe no filho que te sente também. Fazes-te conhecer nele mas é em mim que deixas sentimentos desconhecidos. Sei que escolheste ficar, armada de pouca poesia, mas de mim, terás sempre palavras doces. Nada se vai embora a bem quando se abre a porta a mal e por isso, sussurro-te textos de amor, de esperança, de mãe para ti. Levo-te comigo para cheirar as flores da primavera no verão e quando chegar o inverno, dançaremos nas folhas castanhas secas e caídas do outono.

Escrevo-te porque sei-me melhor quando me leio.

No filho que é meu, no corpo que é teu, cuida com amor.

“A Creatinina é um resíduo tóxico produzido pelos músculos. Geralmente, é eliminada do sangue pelos rins, passando para a urina. Quando os rins não funcionam bem, a creatinina acumula-se no sangue. Uma análise ao sangue permite determinar a rapidez de eliminação da creatinina do sangue. A creatinina é uma boa medida da função renal porque não se altera com a alimentação. No entanto, varia com a idade, o género (masculino ou feminino) e o peso e, por isso, não é uma forma completamente fiável de avaliar a função renal global.” (fonte: APIR)

mamã

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