Sou uma mãe que nasceu do coração doutra mãe. Sou uma mulher que cresceu dentro doutra mulher. Sou eu porque soube ser como tu. Como tu no espírito gémeo, na luta de dentro para as guerras de fora, no segredo de amar os que cresceram dentro, em mim. Na mulher que brota silêncio em tempos de muros, na mulher que se agita no silêncio constrangido pela falta de amor que os muros sabem de cor, nessa mulher, há um mundo em flor. És perfumada, com raízes que dão abraços, com sementes para outras flores que não se conhecem ao sol. És doce, com um toque de charme que apimenta o movimento cíclico da vida. És linda, de alma vestida e despida.

Vieste dum ventre que te beijou na despedida para o mundo e, nesse dia, veio até ti a vida toda.
Hoje são só 58. Falta o todo, todos juntos.

 

Raquel

One thought on “58”

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