Felizes são todos os dias.

A nossa mãe é vergonhosamente engraçada quando chora. Ri-se como uma perdida em lugar conhecido quando nos vê e amassa-nos a chicha com jeitinho de pasteleira de rolo da massa na mão. Conta-nos estórias do dia-a-dia e íamos jurar que já a vimos chegar do trabalho de charrete como as princesas. Põe pós de perlim…

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Se o nosso amor não existisse, teria de ser inventado. Gosta de apregoar que é como o algodão: não engana nem esgana. Temos um amor pateta, desengonçado, que se suja todo a comer mas que se veste a rigor quando a ocasião está a pedi-las. Não usa lencinho de mão e assoa o nariz à…